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Minha opinião, minhas loucuras

O QUE INTERESSA A PARAÍBA?

O QUE INTERESSA A PARAÍBA?

João Marcelo Alves Macêdo*

No início do processo eleitoral enumerei pontos que nossos políticos deveriam debater, no entanto viu-se mais acusações do que realmente propostas. Sabemos que 2015 será um ano complexo e difícil, do ponto de vista de recursos, teremos ainda a quebra de braço pelo orçamento impositivo e sem que nossa banca se una, não deveremos vislumbrar, mesmo depois da tempestade um céu de brigadeiro.

Diante desses problemas a serem enfrentados com destemor por nossos representantes, mais uma vez elencamos alguns pontos que, em nossa opinião, devem permear o debate desenvolvimentista nesse 2015. A saber:

1. AEROPORTO: Ampliação do terminal de passageiros do Aeroporto Castro Pinto, bem como a instalação do equipamento ILS (que permite pouso por instrumentos);

2. BR 230: Criação da 3a faixa Cabedelo-JPA, Duplicação de Campina Grande até Cajazeiras;

3. Ponte ligando JPA/Lucena – Promovendo a definitiva integração do Litoral Norte e possibilitando um novo caminho para o turismo;
4. Porto de Águas Profundas, Ampliação do Porto de Cabedelo ou o Porto Privado (proposta da Seaport);

5. Investimento forte em capacitação profissional, na vocação tecnológica e na melhoria do ensino público do Estado, visando aproveitar as oportunidades do nosso entorno, aqui as escolas técnicas são importante iniciativa;

6. Infraestrutura para melhoria de produção nos APL's do Estado, ex.: Polo de Redes de São Bento, Calçadista, Têxtil, Leiteiro, Turismo Rural e Gastronômico, Caprinocultura, Frutas Cítricas, e tantos outros;

7. Porto Seco de Campina Grande;

8. Criação de uma alternativa viável a industrialização do Sertão, com fortalecimento de pontos importantes, Laticínios, Sabão, Calçados, Têxtil e outros;

9. Incentivos ao turismo local/eventos com polos de investimento, ex: Caminhos do Frio, Festa do Bode Rei, São João, Litoral e tantos outros;

10. Apoio a atividade rural (Agricultura, Pecuária e etc), com Assistência Técnica, Pesquisa Agropecuária (Emater, Emepa, Embrapa e Universidades) e proteção (Defesa Agropecuária);

11. Melhoria da imagem do Estado perante a opinião nacional e mundial, campanhas de atração de investimentos e divulgação de potencialidades turísticas entre outras;

12. Trabalhar a inteligência e grupos especiais unindo as policias militar, civil e federal, para sanar os problemas com segurança, crime organizado e tráfico de drogas;

13. Revitalização da malha ferroviária estadual;

14. Na Paraíba temos várias cidades históricas, e não aproveitamos esse espaço para fomentar a cultura e a visitação interna, ou seja, o turismo interno no nosso estado;

15. Construção de um terminal de passageiros no Porto de Cabedelo para recebermos Navios tipo Cruzeiro e assim melhorar o fluxo de recurso trazidos pelo turismo;

16. Investimento pesado em Mobilidade Urbana, exemplos:

a) João Pessoa e região metropolitana, acesso a Cabedelo margeando o Rio Sanhauá/Paraíba ou mesmo a Linha do Trem;

b) Acesso secundário margeando o Jaguaribe;

 

Esses são alguns exemplos do que deveríamos ter projetos e buscar viabilizar se queremos um estado competitivo e que almeje atrair investimentos.

 

 

* Professor da UFPB e Presidente do Instituto UFPB de Desenvolvimento da Paraíba (IDEP/UFPB)

 

O empreendedorismo de Chicola

O empreendedorismo de Chicola*

 

Neste Natal, como faço todos os anos, fui passar com os familiares de minha esposa no município de Sousa, alto sertão paraibano e conheci um empreendedor que me chamou a atenção. Sua fama, já tinha notícias desde quando fui professor na UFCG, e meus colegas sempre falavam-me de um restaurante que havia num sítio próximo e da sua espetacular galinha de capoeira, para aumentar sua fama, meu cunhado comentara certa vez de uma confraternização feita lá com os amigos do trabalho. Fatos que aguçavam minha curiosidade.

Ao acordar-me no dia de Natal, minha sogra comenta que estava procurando o telefone do lugar para encomendar uma galinha para nosso almoço, ao falar aquele nome, lembrei-me de sua fama: Galinha do Chicola. Fui à internet e procurei o telefone, me deparei até com uma “Fan Page” na rede social Facebook e lá encontrei o telefone e começou a despertar em mim a importância daquela história, não como um simples lugar a conhecer, mas sim de um empreendedor nordestino.

Seu Chicola possuía tudo para desistir ou mesmo, para alimentar as lamurias, uma vez que, as adversidades são bem maiores que os incentivos, no entanto, ele fez ao contrário, construiu uma fama e hoje se mantém no sítio e dele tira o seu sustento e da sua família. A Fazenda “Santa Rita” fica a 9 km de Sousa, estrada para a cidade do Lastro. Num primeiro olhar a seca que devastou o sertão neste ano, castiga nossos olhos e magoa o coração, já que se houvesse água, tudo aquilo seria diferente, com açudes cheios as pastagens eram abundantes, o gado leiteiro esta vistoso e a maior bacia leiteira do estado não estaria tão sacrificada. Na busca por uma nova realidade, ele cria galinhas, que servem de prato principal para o seu restaurante e tirando delas o motor para subsistir.

Iniciativas como a de seu Chicola, o poder público deveria incentivar, transformando-a num modelo de sustentabilidade e convivência com a seca através do turismo rural. Aliado a tais frentes de modernização as que são relacionadas a melhoria tanto no acesso, como de infraestrutura geral do lugar, seriam importantes, fazendo com que o local se desenvolvesse e se tornasse um atrativo complementar ao passeio, por exemplo, do Vale dos Dinossauros, importante campo de estudos e turísticos da região. Fica então a dica do Poeta: “Seu doutô os nordestino têm muita gratidão / Pelo auxílio dos sulista nessa seca do sertão / Mas doutô uma esmola a um homem qui é são / Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”

 

* João Marcelo Alves Macêdo – Professor da UFPB e Diretor Técnico do Instituto UFPB de Desenvolvimento da Paraíba.

Última atualização (Qui, 27 de Dezembro de 2012 13:54)

 

Transporte e Trânsito: João Pessoa precisa pensar grande

 

 

 

 

 

Transporte e Trânsito: João Pessoa precisa pensar grande

 

Todos os anos, faço um esforço para estar em São Paulo, num congresso que é bem importante para minha área de estudo e às vezes fico imaginando como seria nossa João Pessoa, com ares saudosistas e ambiciosos comparando-a com a São Paulo. Lá sempre busco novas experiências e novos conhecimentos.

 

Neste ano queria ter uma nova experiência utilizando o metrô, para me deslocar, já que é uma solução rápida e segura. Utilizei a linha mais nova do metrô paulista, linha quatro, também conhecida por linha amarela, indo da estação da Luz até o Butantã, já que meu destino era a USP, integrando com um ônibus que nos deixa no campus da Universidade de São Paulo. Como em tempos modernos, já havia me inteirado de tudo, horários e linhas de metrô e ônibus, que deveria utilizar para chegar ao meu destino. E pasmem os senhores, que em menos de uma hora cheguei a ele.

 

E agora, me sinto no dever, de em tempos de eleição, tocar num assunto importante para cidade João Pessoa, já que ela necessita resolver dois pequenos problemas: TRÂNSITO e TRANSPORTE se quer continuar a crescer, sem virar um caos. A meu ver os postulantes ao cargo de prefeito ainda não apresentaram soluções viáveis para tais questões, nós precisamos pensar em nossa capital com urgência, deixando as querelas políticas de lado e almejando o melhor para a cidade.

 

Vou me concentrar no caso emblemático de Avenzoar, quando em 2004, candidato a prefeito, defendia e afirmava que iria implantar o metrô de superfície, todos o criticaram, oito anos se passaram e nada foi feito, vale lembrar que nosso atual prefeito é um urbanista, dos mais experientes e gabaritados, da UFPB. Sem esse e outros projetos nosso transito se tornará cada vez mais catastrófico. Na atual administração foi implantado o terminal de integração e depois na modalidade temporal, foram ótimos benefícios, do ponto de vista econômico para a população, no entanto parou por ai, já que leva todos a um único lugar ou ao tempo limitado para entrar no próximo ônibus.

 

Não houve nenhuma outra intervenção no serviço de transporte público e agora esta solução deve ser metropolitana, ou seja, pensado em conjunto com Cabedelo, Bayeux, Santa Rita, Conde e Alhandra, pelo menos, para não citar Caaporã, Pedras de Fogo e Cruz do Espírito Santo, que já estão perfeitamente ligadas e com os avanços do setor industrial que se vislumbra, deverão entrar neste pacote de soluções.

Daí iniciativas pontuais já sinalizavam como melhoria: Primeiro, no serviço de trem urbano, prestado pela CBTU, uma pequena atenção com o mínimo de investimento e segurança aos passageiros, integrando-o com o serviço de transporte público metropolitano e da capital. Segundo um projeto, que englobe todas as cidades citadas e assim possa resolver o caos que se anuncia para bem próximo.

Por fim, a população, deve cobrar, bem como, os setores empresariais, tem que buscar fomentar o debate, sob pena, de inviabilizar o processo de crescimento de nossa cidade e consequentemente a possibilidades de novos negócios.

Última atualização (Seg, 30 de Julho de 2012 17:45)

 

Entre bolas, brinquedos e crianças mortas, até onde as drogas irão!

Entre bolas, brinquedos e crianças mortas, até onde as drogas irão!

                De volta à busca por escrever sobre questões que me marcam, dedico este espaço a um fato que aconteceu 10 de maio deste ano.

Ao sair da UFPB, recebo uma ligação de minha esposa dizendo que tinham assassinado um vizinho nosso. O fato em si não me trazia surpresa, já que ele já estava marcado para morrer, porém cada dia isso está mais próximo de nossa família e o que fazemos para mudar? E os governos e governantes, como estão agindo? Vemos que estão fazendo alguns esforços, porém sem resultado aparente.

O fato é que, crescemos juntos, ele mais novo, a mãe já estava em outro casamento e assim, ia crescendo. Alguns fatos me chamavam a atenção. Observei e às vezes ele era esquecido, deixado de lado, a mãe trabalhava para lhe dar tudo, no entanto, as companhias o influenciavam. Um momento, que me marcou, foi no sumiço de uma chave, essa criança apanhava e era execrado na frente de todos nós, pois a tinha perdido. Acredito no poder da palavra e algumas coisas que foram ditas ali me marcaram, por não serem adequadas.

Seguimos rumos distintos, porém minha mãe, sempre contava suas aventuras: que ele havia se envolvido com drogas, prostituição e outros problemas, foi para a Fazenda da Esperança, porém ao retornar, era sempre pior, agora diziam estar buscando mudar, tinha arrumado uma namorada, tava se endireitando, porém já tinha seu destino traçado, por aqueles do submundo do crime, a morte.

E nós, fazemos o que, com nossas crianças, pessoas que vemos crescer, sabemos de sua história e não damos a mínima, me incluo no rol, já que, em função de minha tarefas, nem dei a atenção que eles precisavam, até quando iremos deixar essas coisas acontecerem? E as drogas que dizimam nossos jovens, como combatê-las? Um pregador, certa vez, disse-me, na fronte de um jovem está escrito: “Sou de quem me conquistar primeiro” por que não conquistamos esses jovens para o caminho do bem?

Estamos em ano eleitoral, e precisamos refletir sobre nossa obrigação enquanto sociedade. Em minha opinião: É de dar boas oportunidades a nossa juventude e assim conquistá-la, proporcionando-a o protagonismo que ela merece.

Última atualização (Qui, 31 de Maio de 2012 22:20)

 

Eleições na UFPB e as velhas práticas*

Eleições na UFPB e as velhas práticas*

 

 

Neste ano a Universidade Federal da Paraíba, passará por eleições, com datas já marcadas para 16 de maio (1º Turno) e 30 de maio (2º Turno) se necessário. É um momento importante para a comunidade universitária, em função da não possibilidade de reeleição do atual reitor, poder então discutir os rumos e propostas, debatendo e traçando um planejamento estratégico, para os próximos quatro anos em função das cartas-programa dos reitoráveis.

 

 

A sociedade está cansada de ver os desmando da política, escandá-los dos mais variados e corrupção. Num ano eleitoral, os TRE's e o TCE ficam abarrotados de processos em função de práticas condenáveis dos candidatos. A iniciativa popular trouxe o advento da ficha limpa, porém sabemos que para que ela seja amplamente implementada, ainda teremos debates. Segundo um professor amigo, nas universidades as ações e condutas devem ser pedagógicas, sob pena, da sociedade que nos mantém desacreditar de nossas ações e até questionar nossa importância, sob o argumento que, de onde se deveria partir o exemplo é o primeiro lugar que transgride as regras e usa de práticas escusos.

 

 

Diante de tais fatos, conclamo a comunidade universitária a fiscalizar e rejeitar veementemente o uso da máquina administrativa em prol de quem quer que seja, que se vede à contratação de terceirizados, com vistas a ganhar votos de seus pais como acontece em alguns setores, que a distribuição e afixação de cartazes e adesivos seja só nos locais permitidos, já que alguns estão usando até o quadro, onde damos aula para isto. Devemos combater ainda, posturas como, a utilização de movimentos e outros similares para distribuir manifestos que só fazem denegrir a imagem de seus oponentes, distribuição de brindes ou mesmo entrega de equipamentos que são direito de cada professor, centro, curso ou departamento, visando benefício de candidatura A ou B.

 

 

Por fim, gostaria de chamá-los a reflexão das propostas, que estas sejam debatidas a exaustão, visando esgotar tudo como deve-se ou pretende-se fazer. Daí todos poderemos cobrar inclusive do eleito que adote, por exemplo, propostas de outro candidato, que sejam válidas. Devemos refletir sobre a história dos candidatos, na busca por encontrar e assim tentar decidir qual seria a melhor escolha, aliando história e propostas. Por fim desejo parabenizar atitudes como a da coordenação da RUF – Residência Universitária Feminina Elizabethe Teixeira, que convocou os reitoráveis para um debate, neste último fim de semana, são de ações pragmáticas e isentas como estas que os setores, centros e sindicatos deveriam se pautar.

 

 

* João Marcelo Alves Macêdo é professor e pesquisador da UFPB, líder do GAPCIC/UFPB/CNPq e vice-chefe do DCSA/CCAE/UFPB – Campus IV – Litoral Norte.

 
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