Entre bolas, brinquedos e crianças mortas, até onde as drogas irão!

                De volta à busca por escrever sobre questões que me marcam, dedico este espaço a um fato que aconteceu 10 de maio deste ano.

Ao sair da UFPB, recebo uma ligação de minha esposa dizendo que tinham assassinado um vizinho nosso. O fato em si não me trazia surpresa, já que ele já estava marcado para morrer, porém cada dia isso está mais próximo de nossa família e o que fazemos para mudar? E os governos e governantes, como estão agindo? Vemos que estão fazendo alguns esforços, porém sem resultado aparente.

O fato é que, crescemos juntos, ele mais novo, a mãe já estava em outro casamento e assim, ia crescendo. Alguns fatos me chamavam a atenção. Observei e às vezes ele era esquecido, deixado de lado, a mãe trabalhava para lhe dar tudo, no entanto, as companhias o influenciavam. Um momento, que me marcou, foi no sumiço de uma chave, essa criança apanhava e era execrado na frente de todos nós, pois a tinha perdido. Acredito no poder da palavra e algumas coisas que foram ditas ali me marcaram, por não serem adequadas.

Seguimos rumos distintos, porém minha mãe, sempre contava suas aventuras: que ele havia se envolvido com drogas, prostituição e outros problemas, foi para a Fazenda da Esperança, porém ao retornar, era sempre pior, agora diziam estar buscando mudar, tinha arrumado uma namorada, tava se endireitando, porém já tinha seu destino traçado, por aqueles do submundo do crime, a morte.

E nós, fazemos o que, com nossas crianças, pessoas que vemos crescer, sabemos de sua história e não damos a mínima, me incluo no rol, já que, em função de minha tarefas, nem dei a atenção que eles precisavam, até quando iremos deixar essas coisas acontecerem? E as drogas que dizimam nossos jovens, como combatê-las? Um pregador, certa vez, disse-me, na fronte de um jovem está escrito: “Sou de quem me conquistar primeiro” por que não conquistamos esses jovens para o caminho do bem?

Estamos em ano eleitoral, e precisamos refletir sobre nossa obrigação enquanto sociedade. Em minha opinião: É de dar boas oportunidades a nossa juventude e assim conquistá-la, proporcionando-a o protagonismo que ela merece.

Última atualização (Qui, 31 de Maio de 2012 22:20)

 

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