Eleições na UFPB e as velhas práticas*

 

 

Neste ano a Universidade Federal da Paraíba, passará por eleições, com datas já marcadas para 16 de maio (1º Turno) e 30 de maio (2º Turno) se necessário. É um momento importante para a comunidade universitária, em função da não possibilidade de reeleição do atual reitor, poder então discutir os rumos e propostas, debatendo e traçando um planejamento estratégico, para os próximos quatro anos em função das cartas-programa dos reitoráveis.

 

 

A sociedade está cansada de ver os desmando da política, escandá-los dos mais variados e corrupção. Num ano eleitoral, os TRE's e o TCE ficam abarrotados de processos em função de práticas condenáveis dos candidatos. A iniciativa popular trouxe o advento da ficha limpa, porém sabemos que para que ela seja amplamente implementada, ainda teremos debates. Segundo um professor amigo, nas universidades as ações e condutas devem ser pedagógicas, sob pena, da sociedade que nos mantém desacreditar de nossas ações e até questionar nossa importância, sob o argumento que, de onde se deveria partir o exemplo é o primeiro lugar que transgride as regras e usa de práticas escusos.

 

 

Diante de tais fatos, conclamo a comunidade universitária a fiscalizar e rejeitar veementemente o uso da máquina administrativa em prol de quem quer que seja, que se vede à contratação de terceirizados, com vistas a ganhar votos de seus pais como acontece em alguns setores, que a distribuição e afixação de cartazes e adesivos seja só nos locais permitidos, já que alguns estão usando até o quadro, onde damos aula para isto. Devemos combater ainda, posturas como, a utilização de movimentos e outros similares para distribuir manifestos que só fazem denegrir a imagem de seus oponentes, distribuição de brindes ou mesmo entrega de equipamentos que são direito de cada professor, centro, curso ou departamento, visando benefício de candidatura A ou B.

 

 

Por fim, gostaria de chamá-los a reflexão das propostas, que estas sejam debatidas a exaustão, visando esgotar tudo como deve-se ou pretende-se fazer. Daí todos poderemos cobrar inclusive do eleito que adote, por exemplo, propostas de outro candidato, que sejam válidas. Devemos refletir sobre a história dos candidatos, na busca por encontrar e assim tentar decidir qual seria a melhor escolha, aliando história e propostas. Por fim desejo parabenizar atitudes como a da coordenação da RUF – Residência Universitária Feminina Elizabethe Teixeira, que convocou os reitoráveis para um debate, neste último fim de semana, são de ações pragmáticas e isentas como estas que os setores, centros e sindicatos deveriam se pautar.

 

 

* João Marcelo Alves Macêdo é professor e pesquisador da UFPB, líder do GAPCIC/UFPB/CNPq e vice-chefe do DCSA/CCAE/UFPB – Campus IV – Litoral Norte.

 

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